quarta-feira, 17 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
A perspectiva de uma Lagartixa equilibrista.

Sempre suspeito que há vantagens em ver o mundo de cabeça para baixo.
É certo que existem outras perspectivas.
Mesmo que possa ser difícil, vale à pena tentar.
Esta lagartixa (Hemidactylus mabuya) acreditou.
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sábado, 23 de janeiro de 2010
Lembranças de Areia Vermelha

No último dia de férias em João Pessoa, o tempo ajudou.
O sol e a luz eram o convite aberto para que nos despedíssemos da cidade da forma mais agradável que o mar nos oferecia. Nas águas abrigadas que costeiam essas limpas praias urbanas fomos todos para uma velejada de Hobie Cat até Areia Vermelha. Nosso ponto de partida foi o Iate Clube no bairro de Bessa. Areia Vermelha é um grande banco de areia que na maré baixa desponta e abriga os que lá chegam para os momentos de confraternização.
A distância que percorremos foi de cerca de sete quilômetros e o vento leste e constante nos dava aquela velocidade que emociona um velejar.
Em um dos trechos, devido a uma passagem nos recifes que nos protegem do mar alto, as ondas ficaram mais altas, fazendo o barco subir e descer em um movimento de carrossel. Meu filho de cinco anos, no qual reconheço um gosto por aventuras gritava: “Isso é que vida, urra!!”.
O filho mais velho, feliz como proeiro, comandava as escotas da buja e cantava músicas engraçadas.
Em Areia Vermelha, as águas claríssimas superam as promessas de qualquer folheto de praias do Caribe. O complemento perfeito para essa paisagem é o clima hospitaleiro das pessoas e provincialmente positivo. Apesar do crescimento do turismo é um conforto saber que os amáveis habitantes de João Pessoa são os que dominam a paisagem. Além da beleza natural e do conforto das águas quentes, este é o fator fundamental para que a cidade esbanje sua personalidade de encanto.
Mas não se engane. A qualidade que este provinciano empresta à Areia Vermelha vem bem acompanhada dos cuidados modernos de uma civilidade globalizada. Logo na chegada, reconheci os policiais ambientais que cuidam para que os procedimentos com lixo e o desfrute do banco de areia, mantendo as coisas em ordem e dentro do padrão de civilidade. Todas as futilidades estão presentes nas poucas horas de maré baixa nas quais o banco abriga os visitantes: bebidas servidas em abacaxis, espetinhos de queijo na brasa, lagostas e os caranguejos cozinhados no leite de coco.
Ficamos ali deitados na água rasa, deixando o corpo flutuar, brincando de mergulhar com as crianças e abrigados na sombra da vela do Hobie 16 ouvíamos o jazz de bom gosto que vinha em volume civilizado de um lancha vizinha. Somente para confirmar a facilidade de se fazer amigos nesta terra, em menos de 1 hora eu já havia entabulado conversa com quatro outros grupos a nossa volta. O vizinho da lancha do jazz, o dono da lancha onde havíamos atracado o Hobie Cat, além do anfitrião de outro grupo que, a partir de uma lancha, orquestrava um churrasco em águas rasas.
Não havíamos trazido nossa câmera. Fechei os olhos e tentei fazer uma foto mental daquele momento para guardar na memória.
Mas ficou confirmado que em João Pessoa conversar sempre oferece uma possibilidade de resgate para os contratempos. Nesse caso, fomos resgatados pelo vizinho da lancha que, com o celular, fez uma foto da família e a promessa de remetê-la. Espero que ele lembre meu endereço de email.
A volta foi bela.
Sol mais baixo, a maré mais alta e a passagem por Intermares (aquele trecho de ondas mais altas), foram mais divertidos. O Hobie descia e subia nas ondas, o vento estava em 9 nós e nos dava impulso para manter o andamento. Chegamos tão rápido de volta à rampa do Iate Clube que tive aquele sentimento de que deveríamos ter aproveitado um pouco mais.
Ainda houve tempo para tomar banho de mar em frente ao Iate e nos refrescar na água doce do chuveiro do clube. O pessoal da marinharia, solícito e eficiente, subiram o Hobie na difícil rampa de acesso. Pelo que soube, a subida do nível do mar nos últimos anos tem tornado a rampa cada vez mais submersa e íngreme.
Talvez nas próximas férias.
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Uma explicação fisica de como ocorre o velejar

Clique AQUI para ler uma explicação de como funciona uma vela.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Fim de ano, a familia se reune em Gramado
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sábado, 19 de dezembro de 2009
COP15 e a Neve

No centro de Copenhagen na quarta feira passada eu olhava pela janela do Square Hotel e, dois dias antes do fim da 15a Conferência de Clima, caia uma neve pesada do lado de fora.
Durante o ano era tal a expectativa que o evento que passava no Bella Center chegou a ser chamado de "A Conferência do Século"! Mais de 120 chefes de governo e estado!
Mas frieza da neve foi mais forte que a ascensão inexorável da temperatura média do planeta prevista pelo IPCC e também dos humores. O Acordo não saiu. Ficou adiado que sabe para o ano de 2010no México. Mas é uma questão de tempo.
Com a ajuda dos colegas da CNI e da DI fizemos uma parte - seguem algumas notícias:
Noticia 1 =========
Empresas do Brasil e Dinamarca atuarão em preservação ambiental
Copenhague - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação das Indústrias Dinamarquesas (DI) aproveitam a Conferência do Clima (COP15) que ocorre em Copenhague e assinam nesta capital, na terça-feira (15/12/09, às 14.00), memorando de entendimento para estimular parcerias entre empresas dos dois países nas áreas de eficiência energética e preservação do meio ambiente.
Segundo o gerente-executivo da Unidade de Competitividade Industrial da CNI, Augusto Jucá, que integra a delegação da entidade na COP 15, o acordo estabelecerá que as duas instituições incentivarão a cooperação de empresas brasileiras e dinamarquesas nos setores de co-geração de energia, inovações biológicas e de enzimas, produção de bio-combustíveis, controle de gases poluentes e utilização e reutilização da água.
Jucá comentou que a assinatura do documento ocorrerá no Centro de Convenções Bella Center, onde ocorre a Conferência do Clima, no espaço Global Platform Multiple Solutions / Climate Consortium Denmark, que fica ao lado das portas B5 e B6 do Media Center.
O gerente-executivo da Unidade de Competitividade Industrial da CNI acrescentou que o memorando, a ser firmado, da parte brasileira, pelo vice-presidente da CNI José de Freitas Mascarenhas, será uma excelente oportunidade para ampliar o rico mercado dinamarquês a empresas brasileiras e obter acesso a inovações tecnológicas. As possibilidades de parcerias são concretas, segundo ele, inclusive porque a DI representa mais de 11 mil empresas.
“Com o memorando, a CNI estabelece uma plataforma que abrange desenvolvimento industrial, competitividade e uma economia de menos carbono”, ressaltou o gerente-executivo de Competitividade Industrial. Jucá esteve nesta quinta-feira, 10.12, na sede da DI, para acertar a data da assinatura, a ser definida neste final de semana.
Noticia 2 ========= ver mais em: Banco Mundial
De: Augusto Cesar da Silva Juca/CNI/SCNI
Data: 13/12/2009 07:42AM
Assunto: Apresentação - Estudo de Economia de Baixo Carbono para o Brasil - COP15 em Copenhagen
Caros/as (divulgado para a lista de pessoas do setor produtivo presentes na COP15)
Gostaria de agradecer o Dr. Christophe de Gouvello por ter atendido ao pedido da CNI para apresentar no Espaço Brasil na COP15 (Pavilhão da Delegação Brasileira) nesta última sexta feira o estudo em referência.
Por apresentar referências quantitativas e de trajetória para vários setores da economia brasileira rumo a estágios de menor emissão e maior desenvolvimento, o estudo merece atenção para os nossos futuros debates e considerações.
O estudo foi realizado com mais de 50 especialistas brasileiros o que nos lega a alvisareira oportunidade de que a metodologia para faze-lo está "em casa".
Sobre pena de que alguns de voces já tenham recebido este arquivo, encaminho neste email a apresentação feita.
Para outras informações seguem as coordenadas do Dr. De Gouvello.
Abraços a todos,
Jucá
Outros links:
http://www.adn.es/internacional/20091208/NWS-1647-Industria-CO2-crecimiento-reduccion-economico.html
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1408125-5602,00-INDUSTRIA+BRASILEIRA+APOIA+CRESCIMENTO+ECONOMICO+ALIADO+A+REDUCAO+DE+EMISSO.html
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/12/08/ult1808u150279.jhtm
http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/12/08/industria-brasileira-apoia-crescimento-economico-aliado-a-reducao-de-emissoes.jhtm
http://www.adn.es/internacional/20091208/NWS-1647-Industria-CO2-crecimiento-reduccion-economico.html
http://noticias.latino.msn.com/latinoamerica/brasil/articulos.aspx?cp-documentid=22821734
http://br.noticias.yahoo.com/s/08122009/40/mundo-industria-brasileira-apoia-crescimento-economico.html
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/12/08/industria+brasileira+apoia+crescimento+economico+aliado+a+reducao+de+emissoes+9228403.html
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sábado, 28 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Blocos decorativos do Athos Bulcão sendo colocados na fachada norte do Teatro Nacional em Brasilia
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Sem Arroubos? Certamente que sim!
Sobre o artigo em
http://www.oeco.com.br/copenhague/111-copenhague/22708-um-longo-caminho-para-copenhague#josc9167
Seria arriscado dizer que tudo que está escrito assim foi colocado. Mas vale o beneficio da dúvida.
Penso sinceramente que somos todos ambientalistas e todos que verdadeiramente o são devem esquecer os arroubos.
Ambientalistas não são de arroubos.
Ainda bem!
Arroubos são coisas afoitas, intempestivas e que podem nos aproximar de erros ainda maiores que o desastre climático e antropogênico que todos queremos evitar.
Mas o que o artigo poderia ter lembrado - lição básica e bem sabida - é que o desenvolvimento sustentável, consagrado nas convenções globais, só sobrevive se equilibrar suas três dimensões: a ambiental, a econômica e a social.
Teremos poucas chances se assim não for.
Trocar uma destas dimensões por outra ou realizar estas trocas sem cuidadoso exame de suas conseqüências, isto sim, seria um arroubo.
Para lograr a irmandade de um pacto global sobre o clima, seremos chamados ao equilíbrio e não ao arroubo.
Portanto, sejamos ambientalistas. Mas sem arroubos.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Um clima mais seguro, com desenvolvimento para todos - a dificil equação.
Neste período estou ligado aos grupos, pessoas e movimentos que tentam de
alguma forma contribuir para um acordo justo e eficaz que reduza a ameaça
das mudanças climáticas.
Esse ano, parte de meu trabalho me levou até o fórum das negociações para o
acordo global de Clima na etapa de Bangkok, que - no seguimento do Plano de
Bali - almeja lograr o objetivo máximo da Convenção do Clima.
Um acordo amplo, universal me parece difícil, mas devemos esperar a última
etapa da negociação do ano que ocorre em Copenhagen.
Muitas forças em movimento até a 25a hora da COP15 em Copenhagen.
(www.unfccc.int)
Vamos apostar.
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sábado, 12 de setembro de 2009

Hoje o jet Fixô me foi entregue. Ficou um tempo no limbo uma vez que não ligava. (quem tem Jetski com motor dois tempos sabe como é quando eles decidem não pegar).
Era uma dessas tardes de vento fraco e seco com aquele sol preguiçoso, morno e calmo.
Sai do Clube do Congresso e fui dar umas voltas para testar o jet.
Passei no Grupo de Escoteiros do Lago Norte para ver meu filho, descansei os olhos nos paisagismos em obra das quadras pares da Península Norte (olha só a casa da foto ao fim deste post! parece um hotel!) e conversei um pouco com um velejador que consertava a fibra de um Oday em sua garagem.
Mas entre todas as coisas que pude encontrar pela tarde, o que mais me animou foi o casal de velejadores de Hobie Cat 14 da foto.
Ficamos de conversa. A menos de duas semanas eles compraram este barco que parece estar em estado navegável. Bem... na verdade precisa de alguns reparos e peças, mas pelo preço toda a alegria vale a pena.
Eles estão naqueles primeiros momentos do conhecimento do barco e do aprendizado da vela. Um pouco de dificuldade para cambar aqui ou para entender como bordejar o barco nestes ventos fracos, mas a coisa vai.
Sempre é bom saber que novas pessoas estão experimentando os Hobies Cats.
Tenho certeza que eles terão momentos felizes neste barco.
Ah...o cara da casa também deve estar feliz, mas o jardineiro dele vai ter trabalho pacas!
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
In search for new Bob Dylans
Tantas verdades em apenas um poema, estou procurando os novos Bob Dylans.
Vale a pena ouvir, ler e refletir.
Gotta Serve Somebody
You may be an ambassador to England or France,
You may like to gamble, you might like to dance,
You may be the heavyweight champion of the world,
You may be a socialite with a long string of pearls
But you're gonna have to serve somebody, yes indeed
You're gonna have to serve somebody,
Well, it may be the devil or it may be the Lord
But you're gonna have to serve somebody.
You might be a rock 'n' roll addict prancing on the stage,
You might have drugs at your command, women in a cage,
You may be a business man or some high degree thief,
They may call you Doctor or they may call you Chief
But you're gonna have to serve somebody, yes indeed
You're gonna have to serve somebody,
Well, it may be the devil or it may be the Lord
But you're gonna have to serve somebody.
You may be a state trooper, you might be a young Turk,
You may be the head of some big TV network,
You may be rich or poor, you may be blind or lame,
You may be living in another country under another name
But you're gonna have to serve somebody, yes indeed
You're gonna have to serve somebody,
Well, it may be the devil or it may be the Lord
But you're gonna have to serve somebody.
You may be a construction worker working on a home,
You may be living in a mansion or you might live in a dome,
You might own guns and you might even own tanks,
You might be somebody's landlord, you might even own banks
But you're gonna have to serve somebody, yes indeed
You're gonna have to serve somebody,
Well, it may be the devil or it may be the Lord
But you're gonna have to serve somebody.
You may be a preacher with your spiritual pride,
You may be a city councilman taking bribes on the side,
You may be workin' in a barbershop, you may know how to cut hair,
You may be somebody's mistress, may be somebody's heir
But you're gonna have to serve somebody, yes indeed
You're gonna have to serve somebody,
Well, it may be the devil or it may be the Lord
But you're gonna have to serve somebody.
Might like to wear cotton, might like to wear silk,
Might like to drink whiskey, might like to drink milk,
You might like to eat caviar, you might like to eat bread,
You may be sleeping on the floor, sleeping in a king-sized bed
But you're gonna have to serve somebody, yes indeed
You're gonna have to serve somebody,
Well, it may be the devil or it may be the Lord
But you're gonna have to serve somebody.
You may call me Terry, you may call me Timmy,
You may call me Bobby, you may call me Zimmy,
You may call me R.J., you may call me Ray,
You may call me anything but no matter what you say
You're gonna have to serve somebody, yes indeed
You're gonna have to serve somebody.
Well, it may be the devil or it may be the Lord
But you're gonna have to serve somebody.
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